Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 06/06/2021

Em 2020, George Floyd, homem afro-americano, foi assassinado  por um policial branco que se manteve ajoelhado sob seu pescoço durante oito minutos e quarenta e seis segundos, mesmo sem Floyd demonstrar resistência e dizer: “não consigo respirar!”. Entretanto, casos de violência policial contra negros não está restrito apenas aos EUA, visto que, no Brasil, pessoas negras são mortas e agredidas brutalmente por policiais, apenas por terem “aparência de bandido”. Sob esse viés, o racismo estrutural e o abuso de poder contribuem para que esse problema persista no mundo.

Sob tal perspectiva, é válido ressaltar o racismo estrutural como um dos motivadores do problema. A filósofa alemã Hannah Arendt com o conceito “A banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. O preconceito com a população negra está presente em todo o mundo desde os tempos da escravidão, as pessoas estão acostumadas com tal situação, pois faz parte do modo como a sociedade “funciona”. Dessa forma, as ações e falas racistas praticadas diariamente são normalizadas, fazendo com que a polícia se sinta autorizada a eliminar os inimigos criados a partir de estereótipos raciais e sociais,  utilizando assim, a força extrema sem medir as consequências.

Somado a isso, o abuso de  poder é outro entrave que corrobora para a violência policial contra os negros no Brasil e no mundo. Diante disso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, desenvolveu o conceito de “Instituição Zumbi”, segundo o qual algumas entidades perderam sua função social, mas mantiveram sua forma. Nesse sentido, a metáfora de Bauman serve para mostrar que algumas entidades, como a polícia, perderam seu preceito fundamental, aquele de fazer justiça prendendo criminosos que realmente merecem independente da cor de pele. É muito revoltante a forma com que os policiais abordam pessoas negras, atuando de forma extremamente agressiva, sem empatia e se sentindo “deuses” e acabam afetando pessoas inocentes, gerando assim medo e insegurança na população.

Urge, portanto, medidas para atenuar esse revés no país. Dessa maneira, cabe ao Estado, treinar os agentes policiais, ensinando-os a maneira correta de se abordar as pessoas sem olhar a cor da pele como característica para criminosos, mas sim de modo igualitário. A fim de que a violência policial contra a população negra no Brasil e no mundo diminua, e as pessoas, principalmente negras, sintam a segurança de poderem andar pelas ruas sem serem abordadas repentinamente apenas por serem afrodescendentes. Assim, casos como o de George Floyd não serão vistos mais nos EUA, no Brasil e nem em qualquer lugar do mundo.