Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 01/06/2021

George Floyd, negro, assassinado em plena luz do dia por um policial branco nos Estados Unidos, retrata a realidade de milhares de outros casos semelhantes sem mídia no Brasil e no mundo. Pode-se observar portanto, que a segragação racial evidenciada nos séculos de escravidão e animalização dos negros não faz parte do nosso cotidiano, no entanto, a violência policial contra negros é um reflexo persistente devido ao preconceito enraizado na sociedade, por ser uma classe menosprezada e pela justiça seletiva.

Em primeiro momento, vale destacar que a população negra sofreu muitas desvantagens e ocupam atualmente uma classe social pouco favorecida como consequência. Entretanto, há uma ideologia menosprezadora e preconceituosa de que não há caminhos honestos para o sucesso de pessoas dessa cor, que coloca-os sempre como criminosos, oportunistas e perigosos, e que acaba por gerar uma repressão muito maior pelos policiais.

Na sequência, pode-se observar que a que a justiça seletiva é outro problema, já que os órgãos competentes tendem a julgar os negros de forma mais severa que os brancos de acordo com o preconceitos estrutural instalado. Segundo estudos da Agência Pública, 4 mil sentenças de tráfico de drogas foram analisadas, 71% dos negros condenados possuíam, em média, 145 gramas de maconha. Com 64% dos brancos condenados, a apreensão média era de 1,14 quilo, ou seja, a justiça é diferente de acordo com a cor do indivíduo.

Por fim, para que a violência racial diminua em nossa sociedade, é necessário que o governo lance campanhas escolares de conscientização étnica, por meio de livros e histórias, para que as crianças cresçam com a ideologia igualitária entre as diferentes cores de pele, além de criar um novo meio de julgamento de crimes, onde a pessoa seja julgada por um juíz que não conheça sua antecedência e sem contato visual, julgando apenas o ato cometido para que não haja tendenciosidade racial.