Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 09/06/2021

É fato que a violência e a letalidade policial atinge, principalmente, negros no Brasil e no mundo, e que ela decorre do aliciamento das populações mais pobres pelo crime organizado e do racismo estrutural, que coloca os negros em situações de confronto direto e indireto com as forças policiais. Dessa forma, é necessária a criação de um plano Plano Anual de Segurança Pública (PASP), que vise, dentre outras políticas, a diminuição da excessos policiais.

Em primeiro lugar, é necessário citar que são raros os casos em que negros são mortos por policiais em decorrência de discriminação de cor, no entanto, negros ainda são as maiores vítimas da letalidade policial. Isso ocorre, pois, a população negra é a parcela mais pobre da sociedade em todo o mundo e, por consequência disso, os negros habitam regiões mais violentas e suscetíveis à ação policial. Nessas regiões, o crime organizado se instala, o que por consequência causa confrontos armados com a polícia e torna mais provável que haja mais vítimas negras, que são a população majoritária desses locais, do que brancas.

Ainda, é necessário citar que, no Brasil, os negros são a maior parcela da população e que por estarem em situação de maior vulnerabilidade social são mais comumente aliciados pelo crime. Assim,  torna-se claro que o problema não é a polícia, que diferente do imaginado, mata arbitrariamente negros, mas sim o racismo estrural que mantém os negros em situações de vulnerabilidade onde quer que estejam, como demonstram os dados do Forúm Brasileiro de Segurança Pública, os quais demonstram que 2 a cada 3 policiais mortos também são negros.

Portanto, torna-se necessária a criação do um PASP, que vise retirar e coibir a entrada do crime organizado em comunidades pobres, o que irá diminuir não só os indíces gerais de violência, mas também e recorrência de mortes de pessoas negras em geral. Além disso, deve-se estebelecer mecanismos para a apuração de excessos na atuação policial, como a implantação de câmeras nos coletes balísticos desses trabalhadores.