Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 14/06/2021
É fato que a violência e a letalidade policial atinge, principalmente, negros no Brasil e no mundo, e que ela decorre dos atritos entre as policias e as organizações criminosas, eventos nos quais a população mais pobre é inserida, seja por ter sido aliciada por criminosos, ou por residir no local. Dessa forma, é necessária a criação de um Plano Anual de Segurança Pública (PASP), o qual ainda não existe, que vise, dentre outras políticas, a maior atuação da polícia comunitária e preventiva, e a prevenção dos excessos policiais, para diminuir situações que ocorrem eventualmente.
Em primeiro lugar, é necessário citar que, muitas vezes, a violência policial contra negros não é praticada por meio da discriminação direta do agente contra o cidadão, mas sim em contextos em que o policial pratica um ato de oficio que recairá sobre a população mais pobre, que é composta majoriáriamente por negros, como aponta o IBGE. Isso ocorre, pois, os negros são a parcela mais pobre da população mundial, e por isso habitam regiões mais violêntas e suscetíveis à ação policial. Nessas regiões o crime organizado se instala e utiliza da vulnerabilidade social da população local para aliciar os cidadãos e recrutar pessoas para o crime.
Dessa forma, torna-se claro que o problema não está na polícia em si, que diferente do imaginado, agride e mata arbitráriamente negros, mas sim o racismo estrutural que mantém os negros vulneráveis na sociedade onde quer que estejam, como demonstram os dados do Forúm Brasileiro de Segurança Pública, os quais evidenciam que, até mesmo entre os policiais, 2 a cada 3 mortos são negros.
Portanto, torna-se necessária a criação de um PASP, que vise coibir e retirar o crime organizado nas comunidades pobres por meio das policias cidadãs (Guardas Civis), que agem com o policiamento preventivo, que é mais próximo da população, e não com o repressivo. Ainda, é necessária a adoção de câmeras nos uniformes desses policias, medida que será implantada com o objetivo de coibir excessos eventuais.