Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 13/06/2021

No Brasil, de acordo com a História, a partir do período colonial a figura do negro era estigmatizada e associada à uma imagem marginalizada. Todavia, em pleno século XXI e após mais de cem anos da abolição da escravatura a nível mundial, persiste essa visão preconceituosa. Prova disso são as violências policiais contra os indivíduos de pele escura em nível nacional e internacional. Haja vista que racismo e destreinamento policial são as causas dessa barbariedade.

Em primeiro lugar, segundo Albert Einsten, ’’ é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito arraigado’’. Nessa perspectiva, a violência em questão é reflexo dos maus tratos com os escravos. Ademais, o que corrobora com essa argumentação é a manifestação racista da socidade, a qual tem origens no processo de branqueamento da população no Brasil Colônia.  Logo, essa cosmovisão de que a etnia define o ser, foi herdada pela polícia e transmitida por meio de injustiças sociais. Assim sendo, uma intervenção deve ser elaborada com o intuito de conter essa atrocidade.

Em segundo lugar, com base na Constituição de 1988, a polícia detém a função ostensiva e de perservação da ordem pública. Contudo, na prática há uma ausência dessa responsabilidade. Recentemente, em Goiás repercutiu nas redes sociais um vídeo de uma abordagem policial violenta e desrespeitosa, contra um jovem negro que fazia atividades físicas em um determinado local. Portanto, tal gesto comprova a inabilidade da polícia em cumprir sua função, ao contrário, ela cria medo e receio principalmente nos cidadãos negros. Por fim, a reorganização dessa instituição é necessária para reprimir esses atos violentos contra indivíduos Afro-descendentes.

Dessa forma, como proposta de intervenção, o Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a ONU (Organização das Nações Unidas), devem construir um projeto que mitigue essas atitudes policiais violentas. Em um primeiro momento, o Ministério mencionado deve promover a nível nacional e estadual, reuniões com os chefes das corporações policiais com o propósito de orientá-los a semanalmente reunir com os funcionários da instituição para avaliar as intervenções da semana e ainda fornecer palestras contra o racismo. Em um segundo momento, a ONU deve por meio de imagens e vídeos, desenvolver campanhas nacionais e internacionais, em prol da luta contra abordagens violentas movidas por princípios étnicos. Nesse projeto devem ainda conter orientações sobre como exercer uma abordagem policiais mantendo os princípios dos direitos humanos. Assim sendo, a aplicação dessas medidas, irá construir um mundo mais democrática racialmente.