Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 17/06/2021
No documentário americano, ‘‘Olhos que condenam’’, é retratada uma história real que aconteceu em 1989, no qual cinco jovens negros foram presos, agredidos e coagidos pela polícia, acabaram sendo condenados injustamente por um crime que não cometeram. Dessa forma, tal cenário se perpetua até os dias atuais, devido a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Assim, dois aspectos importantes se destacam: o descaso governamental e o racismo.
A princípio, convém destacar que o desinteresse do governo é um fator determinante para a persistência do problema. Desse modo, de acordo com dados de 2020 do IBGE, cerca de 86% das vítimas de violência policial são pessoas pretas, com um acréscimo de 10% do ano anterior. Isto posto, é nítido que a cada ano esses números vêm obtendo um crescimento assustador e significativo, entretanto, os órgãos responsáveis estão negligenciando essa realidade. Por conseguinte, a população fica cada vez mais desamparada, indefesa e insegura, tendo que se preocupar diariamente com tais índices, pois quem deveria lhes proteger é o seu maior perigo.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é o racismo. Nesse sentido, em 2020 George Floyd, um homem preto, foi assassinado brutalmente por um policial branco, tal caso gerou insatisfação e comoção mundial. Infelizmente, mesmo após muitos protestos e mobilizações, casos como esse continuam acontecendo, devido o preconceito racial que a décadas está enraizado na sociedade brasileira e enquanto não for tomada uma decisão, muitos inocentes estarão sujeitos a um fim tal banal e sujo com esse. Conclui-se então, que o preconceito já matou pessoas de mais e isso tem que acabar.
Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, é preciso que o governo federal, como instância máxima do poder Executivo, crie, por meio de investimentos na segurança, o curso ‘‘Oficiais a favor da vida e contra o racismo’’, que será obrigatório para a formação policial e consistirá na capacitação dos profissionais por meio de aulas ministradas por filósofos e psicólogos. Ademais, também será feito uma avaliação final para saber se estão aptos aos cargos, com a finalidade de formar policiais éticos e justos, acabando com essa abordagens agressivas e preconceituosas. Paralelamente, também é de extrema importância que a sociedade como um todo passe a analisar suas ações e julgamentos, percebendo onde há preconceito para que possa combatê-lo internamente. A fim de que gradativamente se acabe com o racismo, apagando assim essa lastimável marca histórica.