Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 30/06/2021
A filósofa alemã, Hannah Arendt, utiliza a expressão “Banalidade do Mal” para traduzir o formato trivial de instalação de problemáticas em sociedades contemporâneas. Essa perspectiva, simboliza o comportamento da sociedade diante da violência policial contra negros, já que é justamente a habitualidade frente à questão que a agrava e a aprofunda no corpo social brasileiro. Nesse sentido, torna-se claro que essa situação tem como origem a anulação dos valores da cultura negra, feita pelos colonizadores. Assim, não só o racismo, como também o abuso de poder policial aprofunda esse panorama.
Em primeira análise, sabe-se que a discriminação racial enraizada advém do colonialismo, época em que pessoas negras foram submetidas à escravidão para satisfazer as necessidades da metrópole, dessa forma, a raça e a cultura desses indivíduos foram invalidadas. Diante desse contexto, o racismo se mantém presente na sociedade vigente, visto que, pretos, pobres e favelados estão mais vulneráveis à tornarem-se vítimas do sistema preconceituoso.
Em segunda análise, é notório a diferença de tratamento entre pessoas negras e brancas pelas autoridades. “É negro favelado, então tava de pistola”, diz Mc Carol em sua música “Delação Premiada”, na qual denuncia o abuso policial perante a população afrodescendente que moram nas favelas. A fukeira denuncia também a falta de punição desses agentes, uma vez que o afastamento desses indivíduos é o único resultado. “Não existe justiça se o assassino ta fardado”.
Portanto, o Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, deve promover leis mais rigorosas para a violência policial, seja física ou verbal, sendo impedidos definitivamente de exercer novamente a profissão. Ademais, cabe às escolas educar e orientar os individuos através de debates sobre o racismo e apresentar as consequências que tal agressão pode ocasionar, para que seja possível uma redução dos casos de discriminação racial e abuso de poder.