Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 08/07/2021
“Mas quando olhei para o céu só vi os tiros de traçante/ Pensei meu Deus, quem dera fossem as estrelas cadentes/ Que o sangue que escorresse não fosse de um inocente […]”, os versos do rap “Favela Vive 3”, que reúne diversos rappers brasileiros, retratam a realidade de jovens negros da periferia, enfatizando a violência sofrida por parte de policiais para com eles. No cenário hodierno, crimes policiais contra os negros ainda passam impunes pelo julgamento da justiça, sendo muitas vezes banalizados e considerados um equívoco profissional. Isso ocorre seja pelo racismo estruturado, seja pelas violentas abordagens, esse genocídio que a comunidade preta sofre é uma pauta grave a ser analisada.
A priori, o racismo cultural é um dos fortes fatores que matam inocentes a cada dia por conta da cor da sua pele. “Polícia e ladrão” é o nome dado a uma brincadeira popular que consiste em um grupo de crianças, os policiais, serem responsáveis pela busca do outro grupo, os ladrões. Com isso, passando para um palco real, esses dois grupos podem ser separados pelos dominantes e dominados, em que, a polícia branca tem como objetivo a caça dos negros. Visto que, desde o processo de escravidão foram os que tiveram que “fugir” dessa matança que sofreram e que sofrem de forma revoltante. O policial ainda se sente no poder de mirar a “bala perdida” nas costas de um negro.
Acrescenta-se também que, as abordagens policiais possuem protocolos a serem seguidos pelos responsáveis de segurança, tendo como base os direitos humanos. O caso de 2020 do norte americano George Floyd, um homem negro, foi marcado pela abordagem violenta e assassina dos policiais para com ele, sendo enforcado durante cerca de 8 minutos pelo joelho do policial e tornando-se mais uma vítima do abuso de poder que só é usado contra os negros. Sendo assim, os responsáveis pela segurança da sociedade, também são os responsáveis por acabar com vidas inocentes de forma brutal e sangrenta. A autoridade policial não é direito de matar e sim de proteger, principalmente quem vive em uma nação estruturalmente preconceituosa e extremamente racista.
Por fim, violência policial contra os negros no Brasil e no mundo é uma consequência alarmante dessa cultura genocida. Cabe aos Governos Federais, tomarem medidas que punam rigorosamente esses crimes, por meio de julgamentos e de uma preparação mais qualificada com o grupo da polícia, a fim de que eles não ousem cometer essas atrocidades e a segurança de que serão perdoados seja extinta. E o Estado – principal promotor da harmonia social - se responsabilize pela proteção dos mais expostos a essa violência. A desconstrução dessa estrutura matadora é uma medida urgente.