Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 07/07/2021

Um dos ultimos países a acabar com a escravidão, o Brasil, que permanece até a hodiernidade com raízes escravistas, mesmo após 300 anos de escravaria. Analogamente, a violência policial contra negros no país cresce exponencialmente, como em casos de seletividade penal e mortes de inocentes pela sua cor, posturas recorrentes no estado brasileiro.

Sobre o referido exposto, no ano de 2021 ouve uma operação policial na favela do Jacarézinho no Rio de Janeiro, que deixou mais de 25 mortos, em sua maioria de pele preta, considerada uma das maiores chacinas policiais da história pelas mídias de todo o Brasil. Em síntese, essa postura dos soldados coloca em pauta a frase crítica da cantora Elza Soares de que “a carne negra é a mais barata do mercado”. Decerto, é dever do estado ter controle sobre seus policiais, para a segurança de toda a sociedade, logo, faz-se mister uma intervenção jurídica urgênte perante esses assassinatos de inocentes.

Ademais, é imperativo ressaltar o caso Rafael Braga de seletividade penal, pois, esse homem preto e periférico foi preso sem testemunhas, dormindo nas ruas, durante um protesto em 2013, de acordo com o site Brasil de Fato. Desse modo, fica explícito a democratização do pré-conceito racial que é violento e degradante, advindo da maior parcela de policiais brasís. Indubitavelmente, essas ações contrariam o pensamento sintetizado pelo filosofo Thomas Hobbes, que expoem que “o dever do estado é garantir o bem estar do âmbito social”.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter essa superestrutura preconceituosa e violenta que assola a muitos anos a nação canarinha. Dessarte, com o intuito de mitigar esses atos repugnantes, o Governo Federal em conjunto dos orgãos de treinamento policial devem ensinar durante a formação dos soldados uma política mais humanizada e menos militarizada, deve também, com o auxílio do Ministério da Justiça, punir de maneira efetiva policiais que ultrapassem qualquer barreira dos direitos humanos, proporcionando por consequência, uma corporação mais justa e educada. Em segunda instância, o Ministério da Educação tem que promover debates ao vivo e campanhas publicitárias nas redes sobre as raízes escravistas, com pessoas pretas influêntes como Lazaro Ramos, para que por fim, o meio social reflita e aprenda também, ja que é uma problemática estrutural, sobre as mazelas do racismo e o país se torne mais justo e harmônico.