Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 18/07/2021

Her, cantora norte americana, relata em “I Can’t Breathe”, como a volência policial americana contribui para a imobilização da comunidade afrodescendente no continente. No entanto, no Brasil, a situação converge com o relato musical, em que a maior parte das vítimas de violência  são negros. Dessarte, é possível analisar como a discriminação etnocêntrica e o Estado têm papel na perpetuação da problemática.

Inicialmente, o racismo presente no meio social permite a marginalização de mestiços, o que contribui com a frequência de agressões cometidas por policias. De acordo com Darcy Ribeiro, antropólogo brasileiro, a população brasileira é em sua essência etnocêntrica, ou  seja, põe uma etnia como superior a outra, o que corrobora com a discriminação de negros. Dessa forma, lê-se como nocivo que o preconceito enraizado na sociedade, influêncie em diferentes âmbitos sociais, o que impulsiona, infelizmente, a perseguição de afrodescendentes por organizações de segurança pública.

Ademais, é notável que o poder público ao não intervir na constância de agressões policiais contra negros, contribui para com a marginalização da etnia não só no Brasil, mas em todo o mundo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE),  6,5% dos negros que sofreram agressão, em 2010, tiveram como agressores policiais ou seguranças privados, contra 3,7% dos brancos. Destarte, é inadmíssivel que a falta de atuação do governo, ao não treinar seu agentes de segurança, reverberam valores etnocêntricos que possam colocar a vida de pessoas em perigo, por conta de preconceitos sociais.

Fica evidente, portanto, a extrema necessidade da intervenção estatal para mitigar a discriminação presente na sociedade. É preciso, então, que o Ministério da Educação, crie páginas na internet que informem de forma clara e objetiva a necessidade do suporte e a  igualdade a todas as etnias, com intuito de desestimular preconceitos virgentes no meio social. Assim, haverá um caminho traçado para uma comunidade emancipada, em que diferente do relatado por Her, a violência policial seja inexistente.