Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 10/08/2021

Violência policial contra negros

As atrocidades do uso excessivo da força policial contra negros são comuns em países do continente americano, especialmente Estados Unidos e Brasil. Diante de casos que chocaram os dois países, podemos citar o recente incidente em que George Floyd foi sufocado até a morte por um policial branco nos Estados Unidos, e o incidente no jovem João Pedro em San Gonzalo. Foi baleado na sua residência. Podemos observar que uma população julgar pela população carcerária do Brasil e dos Estados Unidos, existe um padrão racial entre os presos, sendo a maioria negra.

No entanto, é importante notar que os antecedentes históricos dos dois países ocultam essa política de apartheid. Os Estados Unidos e o Brasil enfrentaram um período de escravidão na história: além de escravos, os negros também sofreram diversos tipos de violência física e psicológica. Nos Estados Unidos, a maioria da população é branca, o que torna os negros uma minoria. No Brasil, a situação é exatamente o contrário: a maior parte da população é composta por pretos e pardos, então os negros são minoria na sociedade e na história, mas são a maioria em número. Mesmo após o período da escravidão, os sistemas jurídicos dos dois países também trouxeram uma política de isolamento, o que pode explicar o histórico de violência policial na atualidade.

Relatório da Anistia Internacional apontou que, em 2015, a polícia brasileira foi a polícia que mais matou pessoas no mundo. De um modo geral, essas pessoas matam que se renderam e foram baleadas sem aviso prévio. Em 2014, 15, 6% dos homicídios registrados no Brasil foram cometidos pela polícia do país. A maioria das pessoas mortas pela polícia eram jovens negros. No Rio de Janeiro, 99,5% das pessoas mortas pela polícia entre 2010 e 2013 eram homens, 80% dos negros e 75% tinham entre 15 e 29 anos. os autores da maioria dos incidentes com tiroteios não foram punidos.