Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 10/08/2021
Em pleno século XXI, ainda existe a descriminação contra jovens negros no Brasil e no mundo, só no Brasil, a mortalidade de jovens negros é superior a de países em guerra civil no mundo. São 63 mil jovens brasileiros mortos por ano, sendo mais de 70% são negros.
Agatha Vitória Sales tinha 8 anos, Eduardo de Jesus, 10 anos, João Pedro Matos, 14 anos e Guilherme Silva Guedes, 15 anos. Todos eram negros. Todos moravam em comunidades pobres. Todos foram mortos pela polícia brasileira e, muito cedo, passaram a fazer parte de uma estatística cruel no Brasil que evidência o racismo estrutural: a violência policial. O racismo estrutural se expressa no genocídio escancarado da juventude negra e em diversas formas de desigualdade. Na hierarquia de gênero, por exemplo, as mulheres negras são as que mais morrem e sofrem com a violência doméstica. A lista de pessoas negras vítimas dessa tragédia é extensa no Brasil. De acordo com o Atlas da Violência 2020, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os casos de homicídio de pessoas negras (pretas e pardas) aumentaram 11,5% em uma década. Já na contramão desses dados, entre 2008 e 2018, período avaliado, a taxa entre pessoas não negras (brancos, amarelo e índio) fez o caminho inverso, apresentou queda de 12,9%.
A polícia, no Brasil e no mundo, continua descriminando pessoas negras apenas por sua cor, achando que apenas por estarem correndo na rua ou estarem encapuzados estão roubando, o que já causou a morte de milhares de pessoas inocentes, enquanto que os verdadeiros ladrões saem impunes apenas por serem brancos. A polícia precisa receber mais treinamento para resolver estas questões, e serem mais responsáveis enquanto a isso, e o governo precisa começar a tomar medidas sérias quanto a esses casos de assassinato contra negros, prendendo os assassinos ou os demitindo de seus cargos.