Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 07/09/2021

Segundo o artigo 1° da Declaração Universal dos direitos humanos, “todos os seres humanos nascem livres e iguais, em dignidade e em direitos”. Nesse sentido, faz-se necessário uma reflexão ao mundo atual e a realidade brasileira, cujos direitos e o respeito às pessoas negras ainda são desconsiderados, sendo tratados e observados com preconceito por considerável parcela da população, entre elas à polícia. Assim, é indispensável analisar a base que sustenta esse estigma, e é necessário salientar, ainda, que ocorra uma união da sociedade civil na totalidade, juntamento com o Governo e até mesmo instituições privadas, para combater a esse gravíssimo problema de desigualdade, preconceito, segregação e violência contra negros no Brasil e no mundo.

Nesse cenário, desde os primórdios da civilização, foi criado um esteriótipo que reservava os negros como seres humanos incapazes, desvalorizados, mais inferiores que os brancos e até mesmo “perigosos” para a sociedade. Análoga à isso, no filme “O ódio que você semeia”, retrata a história de Starr Carter, uma adolescente negra que presenciou o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, que morreu após um policial branco abordar eles no carro sem nenhuma justificativa e confundir a escova do seu cabelo como uma arma. Paralelamente, a polícia cujo objetivo é assegurar a segurança física em uma sociedade, não respeitar os direitos humanos como um todo, minimamente, tenderá criar suposições erradas, tomando ações equivocadas. Logo, a ignorância e o preconceito prevalecem.

Todavia, convém ressaltar que há, no Brasil e no mundo, uma falta de apreço da parte do Governo em relação às pessoas negras. Mais precisamente, segundo o portal de notícias, G1, pretos e pardos são 78% dos mortos em ações policiais no Rio de Janeiro em 2019, e quem sofre essa insegurança é o negro, diz mãe de Ágatha, que foi entrevistada. Nesse panorama, o indivíduo, imerso em si mesmo, não consegue distinguir a pluralidade de seres humanos que o cerca. Dessa forma, o cidadão, inserido nessa situação, sofre gravíssimas consequências, até mesmo sem nenhuma aproximação.

Destarte, medidas são necessárias para resolver os problemas discutidos. Isto posto, cabe ao Poder Executivo e Legislativo, juntamente com o auxílio governamental, tomar providências na acadêmica policial, com palestras e cursos sobre os direitos e deveres de todas as pessoas sem nenhuma exceção, criando leis contra agressões físicas de alto padrão, e inspeções por câmeras nas ruas, para quando ocorrer o mesmo, multas e suspensões sejam efetuadas contra o policial. Espera-se, com essa medida, que o estigma à violência policial contra negros no Brasil e no mundo seja paulatinamente erradicado, para não advir o mesmo episódio de George Floyd com outras pessoas.