Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 02/09/2021

Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante que todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidades e direitos. Entretanto, na sociedade atual, há uma grande distorção desses valores, que se manisfesta por meio da violência policial contra a população negra. Nesse caso, torna-se evidente a necessidade de combater o preconceito social e a função deturpada da autoridade.

Em primeira análise, vale ressaltar que a discriminação com as pessoas negras é um entrave nessa questão. Nesse viés, a filósofa Hanna Arendt aborda sobre a “banalidade do mal”, ao explicar que um comportamento prejudicial é reproduzido e com o tempo compreendido como natural. Diante disso, a violência policial se tornou algo trivial se instalando na sociedade com naturalidade, contribuindo ainda mais para o preconceito racial representado por essa forma de violência.

Outrossim, existe, ainda, um abuso de poder por parte dos agentes que personificam a autoridade do Estado. Nesse contexto, Barão de Montesquieu afirma que “é uma experiência eterna de que todos os homens com poder são tentados a abusar”, ou seja, a violenta abordagem policial parte da dificuldade em respeitar a autoridade que lhe foi concedida por intermédio do Estado. Dessa forma, essa ação corrupta nega o tratamento ético aos negros, por submetê-los a essas situações humilhantes, desqualificando socialmente essas pessoas.

Portanto, medidas são necessárias para combater a violência policial contra negros . Para tanto, o Estado , como promotor do bem-estar social, deve investir em atividades que inibam as violentas ações praticadas pela polícia, por meio de programas de reeducação da ética e do respeito para a classe policial, afim de conscientizar e evitar a vexação e a humilhação durante o exercício da profissão. Ademais, o Ministério da Cidadania, junto às mídias de massa, deve elaborar campanhas educativas sobre a importância dos negros na construção das sociedades, como forma de combater o preconceito racial, principal motor da prática da violência.