Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 05/09/2021
Durkheim defendia que a sociedade prevalece coercitivamente sobre o indivíduo. Nesse sentido, uma sociedade guiada por raízes preconceituosas e de violência a pessoas negras, construiu um estigma histórico social, em que o indivíduo negro é marginalizado e descriminado pela população, inclusive por policiais. Dessa forma, destacando a necessidade de se debater o papel comunitário no combate à violência racial.
Em primeiro lugar, é cabível salientar sobre a violência ter sido um grande elemento do governo. A fim de colonizar as terras pertencentes aos nativos, a agressão foi usada sem pudor para combater a resistência local. Esse processo de intensa brutalidade deu origem a um estigma, no qual, o medo à violência ocasionou a tendências a posições autoritárias, como também, no processo de escravidão. Assim, evidenciando a importância do combate a medidas extremistas à parte da população mais afetada pelo preconceito e barbaridade.
Ademais, é relevante analisar o impacto de fatores históricos. A princípio, com a busca de africanos negros ao Brasil, para o trabalho forçado e desumano, um sistema de opressão e violência foi implantado para esses povos. Esse cenário, reflete até os dias de hoje em que, a falta de assistência dada a essa parcelada da população, colaborou para à marginalização dessa classe, logo, aumentado cada vez mais a violência, até mesmo de policiais que buscam, incorretamente, a segurança da população reforçando a lógica imperial de que os grupos de origem africana são inimigos e criminais. Desse modo, é visível um paradoxo frente a questões sociais.
Torna-se, portanto, perceptível por analises de contextos históricos, a urgência da quebra da sistematização do preconceito. Nessa conjuntura, cabe ao Ministério Público, órgão responsável pela defesa da ordem jurídica e pelas garantias constitucionais, promover a partir de políticas afirmativas que sejam colocadas e exaltadas por profissionais de segurança, de modo que o preconceito não seja razão para a brutalidade, e que, assim pessoas negras não sintam medo de andarem nas ruas, já que, elas também serão protegidas por profissionais da segurança. Uma sociedade mais abrangente gera pessoas mais conscientes e saudáveis.