Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 20/09/2021
No dia 25 de maio de 2020, o norte-americano, George Floyd, foi brutalmente assassinado por um agente policial, sem ter cometido nenhuma infração ou desrespeitado às autoridades, e suas últimas palavras foram “Eu não consigo respirar.”. De maneira análoga, no Brasil, a ação violenta de policiais tem sua manutenção embasada em uma hierarquia social racista, e é notório que os ataques vindos desses guardas são repletos de racismo e abuso de autoridade. Portanto, é de crucial importância que essa causa seja discutida, e, posteriormente, erradicada.
Sob um primeiro viés, resgatando a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, no ano de 1888, que promovia a liberdade de povos escravizados em território brasileiro, é nítido que o país se encontra em dívida histórica com os afrodescendentes, e imersa em preconceito estrutural. Entretanto, mesmo após inúmeras manifestações e anos de luta, o racismo persiste em assolar a sociedade, prejudicando os negros ao posicioná-los em um cenário de constante insegurança, sendo tratados, muitas vezes, violentamente por policiais, ato configurado por ideais errôneos e relacionados à supremacia da raça branca.
Ademais, outro triste caso de violência racial, dessa vez ambientado no Brasil, é o assassinato do carioca João Pedro, de apenas 14 anos, ao ser atingido por um tiro nas costas em maio de 2020. Uma vez que a reação às mortes de inocentes se dá por manifestações, a questão levantada é a respeito do poder dos policiais e do abuso desse mesmo, sendo evidente que o uso indiscriminado e descontrolado de armas de fogo é uma prática que pode ser considerada desnecessária e perigosa, dado que, quando é feita, pode vitimizar indivíduos inofensivos, como ocorreu nas ruas do Rio de Janeiro, com um adolescente. Logo, é visível que, profissionais competentes e sensatos são necessários para a formação de uma equipe que de fato garanta a segurança do corpo social.
Diante dos argumentos supracitados, conclui-se que é crucial a tomada de medidas que levem ao fim da violência policial contra os negros. Portanto, cabe ao Judiciário punir os agressores, os afastando permanentemente de seus cargos, além de mantê-los em regime prisional, de acordo com a gravidade de seus atos, com a finalidade de qualificar os prestadores de serviço, removendo de circulação os agentes com qualquer sinal de intolerância racial. Além disso, é cabível aos civis, estabelecerem pressão unificada sobre casos de assassinatos com raízes preconceituosas, através de protestos pacíficos, com a finalidade de reivindicar por justiça, de modo que criminosos não sejam impunes. Tomadas tais atitudes, a agressão atrelada ao racismo não mais irá fazer parte da realidade.