Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 08/11/2021

Na série “Segunda chamada” é retratada a vida em um ambiente escolar, no dia da formatura, Cleiton ao estar atrasado para o evento decide correr até que é parado pela polícia que o trata de forma violenta alegando que o aluno é um assaltante. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada na série pode ser relacionada à violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Isso ocorre tanto pelo preconceito enraizado na sociedade quanto pelo despreparo policial.

Em primeiro lugar, evidencia-se o preconceito enraizado na sociedade onde desde o início negros ocupam lugares de escravidão e cargos abaixo de brancos. Sob essa ótica, a Lei Áurea falha quando declara a escravidão extinta, mas não prevê soluções ou medidas para sobrevivência desses negros ex escravos, fazendo com que essa parte da sociedade seja formada e reproduzida de forma precária e sem base para progredir, tornando isso ainda um motivo para preconceito tal qual durante a escravidão. Em virtude desse preconceito enraizado, para pessoas brancas qualquer movimento ou ação de um preto, ou pardo já é motivo de violência.

Além disso, é notório o despreparo policial para fazer abordagem ou lidar com o público ainda mais quando se refere a pessoas pretas ou pardas que habitam nas comunidades periféricas chamadas por favelas, onde diversas operações resultam em mortes até mesmo de crianças. De acordo a Elza Soares em sua música “A carne”, “A carne mais barata do mercado é a carne negra.” Analogamente a música, basta ler um jornal ou assistir televisão para saber que de fato os negros são as maiores vítimas de assassinatos e maus tratos, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) os casos de homicídio de pessoas negras aumentaram 11,5% em uma década já taxa entre pessoas não negras fez o caminho inverso, apresentou queda de 12,9%, isso não pode ser normalizado em um país onde grande parte da população é composta por pretos.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Dessa maneira cabe a Organização das Nações Unidas como provedora de paz entre as nações, criar novas medidas de abordagem policial por meio de treinamentos preparatórios a fim de que os policias estejam instruídos devidamente as novas medidas e as cumpram com rigor. Somente assim, meninos como Cleiton irão se sentir seguros e a violência policial no Brasil e no mundo será solucionada.