Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 05/10/2021

A minissérie americana “Olhos que condenam” retrata, de maneira verídica, o caso de quatro jovens negros vítimas de abuso policial, os quais foram obrigados a confessar um crime que não cometeram. Tal obra exemplifica a forma como a populção negra é tratada pelas instituições governamentais no Brasil e no mundo. Essa situação está atrelada, majoritariamente ao passado histórico mundial e acarreta consequências ligadas ao cerceamento da liberdade e ao medo.

Diante do exposto, é válido ressaltar que o contexto pregresso de um local influencia, mesmo que indiretamente, na atualidade, visto que ideários e tradições são passados pelas gerações e perduram por muito tempo. Nesse sentido, pode-se inferir que a existência hodierna da extrema violência policial contra a populção negra é um reflexo dos quase 400 anos de escravidão no Brasil. Tal fato está associado a assinatura da Lei Áurea, em 1888, pela Princesa Isabel. A referida lei, muito embora tenha abolido a escravatura, não proporcionou meios para que ex-cativos se reintegrassem na sociedade e no. Dessa forma, os afrobrasileiros, apesar de terem conquistado a liberdade, permaneceram segregados, sendo considerados, por grande parte da população branca, como inferiores e indignos de respeito. Apesar da lacuna temporal, observa-se que o abuso policial é uma consequência da mentalidade racista que permeia as instituições, já que o referido grupo é historicamente marginalizado. Em vista disso, muitos policiais inferem que pretos e pardos são contraventores e, por isso, têm atitudes violêntas ao lidar com eles.