Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/10/2021
Em maio de 2020, o mundo se deparava com uma das maiores cenas de brutalidade já cometidas por um oficial norte americano. George Floyd foi estrangulado durante uma abordagem onde supostamente carregava cédulas falsas, e mesmo alegando diversas vezes não conseguir respirar, Derek Chauvin manteve seu joelho sob o pescoço do afro-americano. De maneira análoga a este acontecimento, é certo dizer que a violência policial contra negros ainda ocorre com frequência no panorama atual, destacando-se assim dois pontos importantes a serem abordados: a discriminação racial e a morte de pessoas inocentes.
Em uma primeira análise, há de se considerar que a discriminação racial não é algo recente e que traz muito sofrimento à comunidade negra, principalmente no que se refere a violência policial. Isso porque aqueles que deveriam oferecer proteção e os manter em segurança, são os maiores responsáveis pelos homicídios de pessoas pretas, que além do medo, são constantemente caladas e desrespeitadas. Enquanto houver a falta de atitude Governamental em relação ao abuso de poder e à brutalidade praticada por brancos, ainda viveremos em uma sociedade que justifica tal ato desprezível como “proteção” e “justiça”.
Ainda convém lembrar que, milhares de negros são mortos Brasil durante confrontos em favelas. Crianças, gestantes e trabalhadores são atingidos diariamente por balas perdidas ou deliberadas, causando pavor e espanto aos amigos e familiares dessas vítimas que levavam uma vida simples e honesta, mas que foram interrompidas devido ao preconceito e ao racismo que ainda persistem, como mostra uma pesquisa realizada pela ONU em 2017.
Em virtude dos fatos mencionados anteriormente, fica claro, portanto, a necessidade de medidas que venham minimizar o número de casos diretamente relacionados à violência policial. Para tanto, cabe ao Governo Federal criar através das redes de comunicação, um programa de proteção e apoio para que aqueles que foram ou se sentiram violentados, possam denunciar de forma segura e anônima seus agressores. Outrossim, é dever do Estado incentivar o compromisso público de reconhecer o movimento negro como detentor de direitos, a partir de campanhas públicas realizadas com frequência em diversas cidades brasileiras. Isso tudo, a fim de que possamos caminhar em direção à igualdade racial e influenciar outros países a fazerem o mesmo aderindo ao programa de proteção e apoio.