Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 02/11/2021
No livro “O ódio que você semeia”, a personagem principal é testemunha da morte de seu melhor amigo Khalil, um jovem negro que foi morto devido à violenta abordagem da polícia. Ao decorrer da trama, são encontradas diversas dificuldades para punir o agente responsável pela morte de Khalil. Fora das telas, de maneira análoga, no Brasil e no mundo, episódios de brutalidade policial contra as pessoas negras estão cada vez mais presentes. Sob esse viés, isso ocorre não só pelo abuso de poder por parte de determinadas instituições, mas também pela discriminação racial ainda vigente na contemporaneidade.
Diante desse cenário, observa-se que, o abuso de autoridade por parte dos servidores públicos contribui para o entrave. Segundo os dados da FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), 78% das vítimas da polícia são negras. Nesse sentido, grande parte das mortes ocorrem em comunidades e periferias decorrente da violenta abordagem policial nesses lugares. Apesar de existir a lei que pune os agentes por abuso de poder, é comum policiais e guardas atuarem contrariamente ao interesse público, desviando-se de sua finalidade pública. Dessa forma, é necessário medidas por parte do Estado para atenuar a situação.
Outrossim, a discriminação racial por parte da sociedade corrobora a violência policial contra negros, que reproduz pensamentos e comportamentos racistas e colocam a vida dessas pessoas em risco. De acordo com o sociólogo brasileiro Silvio Almeida em sua obra “Racismo Estrututal”, após a abolição da escravatura, as pessoas negras apesar de libertas, não tinham boas condições de vida, sendo constantemente marginalizadas e tratadas como inferiores. Nessa perspectiva, foi diante dessa estrutura social vivida ao longo das décadas que as situações de discriminação racial tornaram-se naturais e cotidianas, sendo ainda muito presente na atualidade.
Infere-se, portanto, medidas para diminuir a violência policial contra negros. Assim sendo, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve por em rigor a fiscalização da Lei de Abuso de Autoridade, por meio de multas e afastamento de cargos, com o intuito de formar servidores públicos mais competentes e respeitosos com a população, além de diminuir as estatísticas que assolam o país. Ademais, o Ministério da Educação em conjunto com as escolas, podem realizar palestras e debates periódicos acerca do racismo e preconceito, mediante a atividades interdisciplinares, a fim de instruir e conscientizar crianças e adolescentes a se tornarem indivíduos mais empáticos e menos preconceituosos.