Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 27/01/2022
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a violência policial contra negros no Brasil e no mundo é um fato social patológico, configurando-se como extremamente alarmante para a comunidade. Sob esse viés, essa grave mazela não acontece somente devido à omissão estatal, mas, também, por causa da negligência da mídia.
Nesse panorama, o descaso do poder público é um imperioso promotor da violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Diante disso, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, ao assinarem o Contrato social. Sob essa ótica, o desleixo do Estado é uma quebra do Contrato social, porque isola grupo minoritários, como os negros e, consequentemente, torna a sociedade cada vez mais excludente. Nessa perspectiva, o poder público é inoperante nesse caso, pois não cumpre funções básicas, como o necessário tratamento igualitário da forças policiais aos cidadãos.
Ademais, a escassez de devido foco da imprensa é um notório incentivador da violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Sob esse prisma, segundo a filósofa Simone de Beauvoir, os principais problemas são aqueles que são naturalizados. Nesse ponto de vista, a desatenção dos meios de comunicação aos registros de violência policial contra negros no Brasil e no mundo é uma banalização de um empecilho grave, porquanto adversidades expostas ao povo tendem a ser resolvidas com maior velocidade, tendo como legado a mitigação desse imbróglio. Sob esse sentido, a mídia é criminosa nessa situação, já que não usa de seu contato com a coletividade para expor à população as problemáticas que assolam o país, e, assim, incentivar a pressão aos governantes por melhoras.
Portanto, é urgente uma redução nos relatos de violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Nesse viés, para que haja uma aplicabilidade, na realidade atual, do Contrato social de Hobbes, os congressistas devem, com o apoio da opinião pública, deliberar leis de aumento nas penas de violência contra negros por policiais, por meio da sanção do presidente, a fim de tornar o país melhor e, por conseguinte, próspero. Somado a isso, a imprensa deve, com a ajuda da iniciativa privada, criar campanhas de conscientização sobre a gravidade da violência policial contra negros, por meio de cartazes e anúncios publicitários, veiculadas na internet e nas bancas de jornais, com o fito de que os meios de comunicação passem a focar em assuntos mais pertinentes à população. Com isso, haverá uma diminuição na desigualdade racial e, dessa forma, a nação se tornará mais igualitária e propensa a inovações.