Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 07/03/2022
Racismo estrutural e a brutalidade no Brasil
A taxa de mortalidade de jovens negros no Brasil é superior a de países em guerra civil no mundo. São mais de 80 mil jovens brasileiros mortos por ano, sendo que mais de 70% são negros.
Clara Benedito de Souza tinha 5 anos, Lucas Felipe da Conceição 9 anos, Beatriz Ferreira dos Santos 12 anos. Todos eram negros e moravam em comunidades carentes. Os mesmos foram mortos pela polícia brasileira muito cedo, passando a fazer parte de uma estatística cruel no Brasil que evidência o racismo estrutural: a violência policial.
O racismo estrutural de fato se expressa no genocídio escancarado da juventude negra e em diversas formas de desigualdade. Na hierarquia de gênero, por exemplo, as mulheres negras são as que mais morrem e sofrem com a violência doméstica no Brasil.
De acordo com uma pesquisa feita em 2021 referente ao Atlas da Violência, os casos de homicídio de pessoas negras (pretas e pardas) aumentaram 20% em uma década. Já na contramão desses dados, entre 2010 e 2019, período avaliado, a taxa entre pessoas não negras (brancos, amarelo e índio) apresentou uma queda de 10%.
Portanto para mudarmos essa situação, é necessário que os governos estaduais adotem medidas severas de punição para esse tipo de abuso. Uma outra medida é aumentar a representatividade dessas pessoas na política, para que 50% dos vereadores, deputados estaduais e federais sejam homens e mulheres, negros e indígenas.