Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 10/04/2022

Segundo a socióloga, Hannah Arendt, há um sistema totalitarista que faz com que o mal aconteça sem que as pessoas percebam. Fato denominado por ela, “A banalização do mal”. Visto isso, é notável o quanto a teoria se assemelha a realidade atual. Uma vez que o racismo se encontra enraizado em um sistema culturalmente preconceituoso. Outrossim, o programa policial não só no Brasil, como também no mundo, ainda, contribui para a popularização dessa legitimação racial à medida que a comunidade negra é cada vez mais inferiorizada pelo país.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar a importância da segurança direcionada aos cidadãos de uma nação como um todo. Mas, nem sempre a lei é aplicada corretamente na prática. De acordo com o filósofo francês, Frantz Fanon, o mundo encontra-se em uma espécie de sociogênese do dualismo branco-negro. Sendo, o branco destinado a ser, e o negro destinado ao não ser. Portanto, a negligência disciplinar dos órgãos policiais quanto a importância do respeito a todas as colorações de pele interfere no modo como a polícia lida com inocentes negros, muitas vezes, cometendo violência ilegal.

Ademais, uma mudança comportamental não é apenas necessária em órgãos de grande importância governamental, como também na própria população. O “Habitus” é um problema social teorizado pelo sociólogo Pierre Bourdieu, que consiste em dizer que a sociedade está condicionada, desde o nascimento, a observar seu exterior e internalizar dentro de si. Ou seja, o agente é limitado pelo social, enfatizando os pensamentos citados anteriormente de Hannah Arendt, uma vez que há certa cumplicidade de quem sofre e quem prática sem a devida consciência desses atos. Tornando-se um tipo de preconceito “invisível”.

Desse modo, uma grande ação social deve ser realizada com o objetivo de diminuir o máximo possível a injúria racial praticada por milhares de pessoas no mundo todo. Dando aos brancos devida responsabilidade para que, não só desnaturalizasse o racismo, como também abrisse portas na sociedade. Sendo a partir de oportunidades de emprego ou até mesmo espaço de fala para pessoas que sofrem de inúmeros preconceitos até hoje.