Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/04/2022
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os brasileiros o direito à vida e a segurança. Todavia, quando posto em análise as ações policiais contra negros evidenciam outra realidade daquela contida no papel. Dessa forma, é possível perceber que atrás dessas intervenções policiais predominam o racismo enraizado no país, atrelado a discriminação econômica, não prevalecendo os direitos fundamentais do povo.
A princípio, vale destacar que a polícia é representante direto do Estado, cuja obrigação é proteger a sociedade de forma análoga. Entretanto, não é essa situação encontrada nos dias atuais, haja vista que os números não favorecem os agentes. De acordo com o CNN Brasil, a morte de negros em ações policiais no Brasil são 2,8 maiores que de brancos. Sendo assim, é perceptível o despreparo da segurança pública brasileira na abordagem para com pessoas negras.
Além disso, grandes partes dos óbitos de pessoas negras acontecem em comunidades. Logo, fica evidente que esse grupo carrega o fardo não só do preconceito racial, mas também do preconceito de classe social. Por exemplo, segundo o G1, em 2020 ocorreram 6.416 mortes de brasileiros por intervenção policial, sendo que 78,9% eram negros e periféricos. Ademais, o Estado como força maior tem o dever de fiscalizar aquilo que ele deveria oferecer de forma igualitária e com qualidade para todos os cidadãos, sem distinção de raça ou condição social.
Portanto, diante dos aspectos já mencionados, fica clara a necessidade de medidas para resolver o problema. Por isso, é importante que o Ministério da Segurança Pública forneça uma preparação contínua e mais adequada aos policiais, através do programa “Segurança para Todos”. Dessa forma, tal programa deverá focar, principalmente, na abordagem policial em bairros mais pobres e no uso excessivo das forças com pessoas negras, com objetivo de buscar a equidade no tratamento entre os brasileiros para preponderar o que diz a Constituição do país.