Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 03/06/2022
A série “Olhos que condenam” retrata a história de 5 jovens negros que são acusados injustamente de estupro e são violentados de diversas maneiras pela polícia dos EUA. De forma análoga, no Brasil, a violência policial contra os negros, devido à banalidade com a qual é tratada e ao racismo estruturado na sociedade, configura-se como um grave problema social na medida em que impede o livre exercício da cidadania a essa população.
Em primeiro lugar, vale destacar a forma banal como esses atos são tratados como agravantes desses atos. Segundo a filósofa Hannah Arendt, atos repetitivos de violência em um contexto levam à banalidade do mal, ou seja, a trivialidade com a qual atos repugnantes são tratados. Isso se revela a aceitação resignada da sociedade diante de atos violentos praticados contra os negro. Tal fato se reflete na estrutura policial, na qual as agressões e mortes cometidas pelas forças armadas contra as populações negras se tornam cada vez mais evidentes, porém aceitas pela sociedade. Dessa forma, tais práticas vão se perpetuando na sociedade e tratadas com normalidade.
Ademais, vale ressaltar que a legimação dessa violência pelo Estado contribui para tal realidade. É impossível dissociar a violêcia policial do racismo estruturado e perpetuado pelo União. Desde a Abolição da Escravatura em 1888, a negligência estatal impede que o negro seja-de fato- inserido na sociedade. O que contribui para a marginalização dessa população, e, consequentemete, para a limitação de sua cidadania. Dessa forma, a clara destinção de tratameto entre negros e brancos garante a perpetuação da violência policial.
Fica claro, portanto, que a banalização da violência contra os negros e a brutalidade policial devem ser combatidas. Nesse plano, cabe ao poder legislativo-orgão federal que regula e propõe as leis- a inserção efetiva dos negros a sociedade, por meio de políticas afirmativas e auxílios estatais. Além disso, urge a necessidade da criação de aparatos legais que reformem a estrutura policial, por meio de punições e mudanças a formação da conduta dos policiais. Tais medidas garantiriam a plena cidadania à população negra, alem de evitar que inúmeros jovens sofram como os garotos da série “olhos que condenam”.