Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 16/07/2022
Machado de Assis, em sua fase realista, teve críticas dos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da insuficiência da legislação e da base educacional.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução a insuficiência da legislação. A Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que se refere à questão da violência policial contra negros no Brasil e no mundo, uma vez que o problema continua atuando fortemente no contexto atual. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolução desse impasse.
Outrossim, a base educacional ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional, no que tange a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que hajam na resolução da questão.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isto ocorra, o MEC (Ministério da Educação), juntamente com a Secretaria da Cultura, deve desenvolver palestras em escolas, a serem webconferênciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especializados no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a violência policial contra negros no Brasil e no mundo e erradicar o problema. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: ‘‘Em mim, eu vejo o outro’’.