Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 28/07/2022

O movimento “Black lives matter” foi criado em 2013, mas ganhou destaque em 2020 após a morte de Georde Floyd por um policial de Mineapólis, por meio de manifestações nas ruas e redes sociais. De maneira analóga a isso, destaca-se o aumento da violêncial racial pelos policiais. Nesse prisma, salientam-se dois aspectos importantes: o racismo estrutural e a ineficácia governamental.

É válido ressaltar, a priori, como o preconceito racial está “enraizado” na sociedade desde o período das grandes navegações, com a exploração de povos africanos e indígenas. Sob essa ótica, segundo a BBC Brasil, uma pesquisa organizada por um grupo de historiadores da Universidade de Emory, informa de forma aproximada que mais de 10 milhões de escravos que chegaram às Américas morreram apenas na travessia. Dessa forma, observa-se que o genocídio racial antes praticado abertamente, está presente na comtemporaneidade de forma velada.

Além disso, é notório, a inércia do Estado perante a situação populacional, na qual os negros são a parte marjoritária, por conseguinte demonstrando um total descaso para tal situação. Desse modo, parafraseando a filosófia política Hannah Arendt, em seu conceito “banalidade do mal” diz que a maldade está presente no cotidiano e que aparenta ser normal, alienando as pessoas de forma que perde-se a conciência do quanto isso pode ser prejudicial a elas ou aos outros. Consoante a isso, a medida que a violência racial aumenta, o debate e a mobilização social sobre tal assunto diminuem, sendo banalizado inclusive pelo sistema judiciário.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a hostilidade policial contra os negros. Dessa maneira, cabe as redes de comunicação e ao Ministério da Educação, mobilizar a sociedade para agir em combate de tal causa social, além de destacar a história negra, na qual é tão apagada pela sociedade, por meio da divulgação pelos meios de divulgação e a inserção da narrativa dos pretos na base comum curricular, a fim de que a população obtenha um conhecimento maior sobre como o racismo atuou e atua até os dias atuais, provocando um sentimento de empatia na população, podendo assim lutar contra a violência racial.