Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 22/07/2022
Na obra " O cidadão de papel", o jornalista Gilberto Dimenstein critica o sistema de leis do Brasil, o qual possui uma boa elaboração, porém carece de efetividade na prática. Sob esse viés, a crítica da obra sobredita se aplica no contexto nacional e mundial quanto à violência policial contra negros, pois é uma questão a ser solucionada. Logo, é necessário medidas para solucionar o impasse, que é motivado pela segregação e a desvalorização dos negros na sociedade.
A priori, cabe ressaltar que a violência sofrida atualmente por milhares de negros vem de uma política de segregação social implantada ainda na época da colonização, período no qual milhões de negros foram escravizados e impedidos de usufruírem de seus direitos devido a sua cor." Eu não sou veneno, não, eu não sou veneno. Apenas um moleque da vizinhança que botou as mãos para o alto - Em desespero, não atira.Eu apenas quero fazer o bem." Esse trecho da música cantada pro rapper americano Jay Z faz referência à morte do adolescente americano Mike Brown, o qual foi brutalmente assassinado por policiais. Igualmente no Brasil, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2020), no ano de 2019 houve 6.357 mortes violentas em decorrência de intervenções policiais.
A herança da escravidão e da discriminação racial resultaram não apenas em eventos singulares como os comentados. Mas também em uma violência sistêmica contra negros em sociedades como a brasileira. Sistêmica pois ela não se manifesta apenas entre indivíduos ou grupos, mas também institucionalmente. Ou seja, por meio de normas e padrões que condicionam o comportamento dos indivíduos, contribuindo para a exclusão social e econômica dos negros.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Para que isso aconteça, é preciso que os governos estaduais adotem medidas severas de punição para esse tipo de abuso. Uma outra medida é aumentar a representatividade dessas pessoas na política, para que 50% dos vereadores, deputados estaduais e federais sejam homens e mulheres, negros e de outros grupos étnicos-raciais.