Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/07/2022

A minissérie “Olhos que condenam” retrata a história de quatro jovens negros de periferia que passam por opressão policial e são obrigados a confessar crimes que não cometeram. Fora das telas, essa cena ocorre no Brasil e no mundo com mais frequência e de forma mais brutal do que é normalmente noticiado. Dessa forma, fica claro a relevância de garantir a cidadania para esse grupo minoritário e o impacto de conferir a situação depreciativo a esses indivíduos devem ser analisados.

Segundo um estudo realizado pela Fundação João Pinheiro em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pessoas negras têm quatro vezes mais chances de sofrer violência policial do que as brancas durante abordagens. Desse modo, fica evidente que a herança histórico-cultural da discriminação racial no Brasil e no mundo, que se manifesta em diversas instituições sociais e subjuga a população afrodescendente.

Conforme a atualização diária do Washington Post desde 2015, 2.527 pessoas brancas foram mortas pela polícia, tal número equivale a 13 mortes por milhão de habitantes. Entre os negros, foram registrados 1.318 óbitos combinados, mas a taxa de mortalidade foi de 32 por milhão de habitantes. Assim, mostrando que tanto no Brasil quanto no resto do mundo ainda existem casos absurdos de mortes de negros devido a racismo policial.

Dito isso, para desconstruir a herança histórica e cultural da discriminação racial, o Ministério da Educação precisa urgentemente cooperar com as emissoras de TV para realizar propagandas no intervalo dos programas de TV. Essa medida deve promover a empatia no público, explicando a relação entre a ligação dos negros com o crime e a incapacidade de garantir efetivamente a dignidade e a segurança dessas pessoas. Só assim será possível acabar com a violência policial, criando um contraste entre a realidade e os temas abordados na minissérie “Olhos que Condenam”.