Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/07/2022

O filme “A Última Parada”, baseado em acontecimentos reais, expressa o quanto a violência contra os negros é frequente nos países do continente Americano, quando Oscar, um jovem negro, foi assassinado por um policial branco na Califórnia. Nesse aspecto, isso ocorre devido à desvalorização aliada ao preconceito e a segregação dos negros na sociedade que os marginalizam por sua cor ou por suas condições de vida e a insuficiência legislativa em relação ao abuso de autoridade.

Em primeira análise, evidencia-se a desvalorização e o preconceito contra os negros na sociedade. Nesse âmbito, de um ponto de vista contemporâneo, o Brasil foi vítima de mais um caso de violência policial contra o jovem negro, João Pedro, que foi morto a tiros em sua residência na periferia, igualmente nos Estados Unidos com George Floyd, que foi assassinado de forma injusta por um policial branco. Dessa forma, assim como o personagem do filme, George Floyd e João Pedro foram vítimas da violência policial que oprime e mata negros.

Além disso, a insuficiência legislativa no que se diz respeito aos abusos de autoridade são fracas e vagas. De acordo com o jornal “Folha de São Paulo”, as denúncias contra autoridade, geralmente, nem sequer são examinadas e investigadas. Nesse âmbito, o uso abusivo do poder é legitimado pela falta de leis e a punição coerente ao agressor, tornando mais recorrente a violência policial contra a população brasileira.

Depreende-se, portanto, que atribuir uma identidade negativa à população negra representa um obstáculo para tornar eficaz a cidadania e garantia de seus direitos. Desse modo, com o objetivo de desconstruir o preconceito e a discriminação racial enraizada na sociedade, torna-se imprescindível que o Ministério da Educação crie, por meio de apoio com redes televisivas, campanhas publicitárias que serão expostas nos intervalos dos programas. Nesse ponto de vista, essa medida tem o papel de promover a empatia nas pessoas que irão assistir, deixando explícito a relação entre a associação dos negros à criminalidade e a ineficiência da garantia dos direitos desses indivíduos.