Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 04/10/2022
A Constituição Federal de 1988 prevê em seu artigo 6° a promoção do bem de todos sem preconceitos de origem, cor, raça, sexo e quaisquer outras formas de discriminação. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a violência policial contra os negros no Brasil e no mundo. Nesse sentido, a invisibilização dessa temática na sociedade como também a ausência de medidas governamentais para combater a problemática contribuem para o agravamento do impasse.
A princípio, é preciso salientar que a invisibilização dessa temática é uma causa latente do problema. Visto que, segundo o filósofo francês Michel Foucault, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nessa perspectiva, verifica-se uma lacuna em torno de debates sobre a violência policial contra os negros e como a brutalidade na abordagem, em comparação com os indivíduos de cor branca, é assimétrica e desigual. Por conseguinte, isso contribui para o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, tornando sua resolução ainda mais dificultada.
Além disso, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a problemática. Sob essa óptica, de acordo com o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Porquanto, devido à falta de atuação de autoridades, como o Ministério da Educação, ainda há a resistência do racismo estrutural na sociedade brasileira, uma vez que há uma diferença do tratamento da polícia sobre os negros. Logo, é necessária a reformulação dessa estrutura social de forma urgente.
Portanto, percebe-se a importãncia dos debates sobre esse tema. Logo, é necessário que o Ministério da Educação oriente e eduque a população sobre a questão desse racismo enraizado no corpo social, por meio de palestras em centros educativos e exposição na grande mídia, com um profissional da área de sociologia e com um horário acessível a todos, a fim de uma sociedade menos racista e mais igualitária. Dessa forma, a Constituição Federal será respeitada.