Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 15/10/2022

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Essa frase, do físico alemão Albert Einstein, descreve com maestria o hodierno panorama em relação ao racismo no Brasil e no mundo. Após séculos da abolição da escravidão, é notó-

rio que esse preconceito, recentemente destacado nos numerosos casos de violên- cia policial, persiste consolidado na sociedade devido às suas raízes históricas.

Mormente, convém discutir a dinâmica do contexto sociocultural acerca do tema.

De acordo com o filósofo Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequade do coletivo

ocorre por meio do entendimento de suas forças estruturantes, como sua história e suas relações sociais. Nesse sentido, é fundamental salientar que a abolição da

escravidão na maioria dos países não foi incompleta, já que não foram pensados

mecanismos para inserir os negros na sociedade com equidade e dignidade. Dessa

forma, entende-se que o preconceito nunca foi combatido efetivamente, já que ele

passou a ser manifestado de outras formas, executado a partir da marginalização

social. Com isso, é evidente que são necessárias medidas educacionais, já que se

trata de uma problemática histórica.

Ademais, o condicionamento coletivo deve ser citado diante dessa conjuntura. Diante do cenário de marginalização social e econômica supracitado, é natural que se construa um esteriótipo. Assim, ao formar policiais em um meio racista, sem po-

líticas de conscientização e que continua uma tradição de perseguição aos negros,

o Estado contribui para o fortalecimento de um fator social que, segundo Émille

Durkheim, é quando o comportamento de um grupo condiciona o do indivíduo. Logo, faz-se necessário que o Estado reconheça a existência desse ambiente

retrógrado a fim de extingui-lo.

Portanto, é indubitável que tais entraves devem ser solucionados. Para isso, cabe ao Governo Federal institui diretrizes de combate ao preconceito racial que devem ser aplicadas em todos os estados da federação, por meio da palestras sobre o tema ministradas por sociólogos para políciais formados e em formação, a fim de

conscientiza-los em relação ao assunto. Assim, espera-se que haja uma desconstru-

ção gradativa desse preconceito, o que deve resultar em um futuro mais pacífico,

igualitário e respeitoso para a humanidade.