Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 18/10/2022

Uma pedra representando, simbolicamente, uma ideia de obstáculo diante da trajetória do eu lírico. É isso o que se vê no poema “No meio do caminho” de Carlos Drummond de Andrade. Relacionando essa metáfora com a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, verifica-se que este fenômeno tem se configurado como uma “pedra” para a sociedade. Nesse prisma, é preciso analisar essa questão no país.

Antes de tudo, nota-se que o poder governamental demonstra certa negligência perante a violência policial contra negros. Isso porque há uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta informar a população sobre a importância de os policiais ter uma postura mais correta contra os negros, como por exemplo, a morte de George Floyd, o que prejudica o direito à cidadania dessas vítimas. Recorrendo aos estudos do filósofo Jean-Jacques Rousseau para explicar esse fato, é possível constatar o rompimento do contrato social, pois o Estado não tem promovido o bem- estar de todos os cidadãos.

Ademais, observa-se que aceitar a violência policial contra negros é naturalizar o mal. Porém, parte da sociedade tem apresentado certa apatia diante da ausência de aplicação das leis vigentes, posto que falta efetivar o ordenamento juridíco que proíbe essa agressão, comprometendo assim, o direito à vida desses indivíduos. Esse fato vem a confirmar as reflexões da filósofa Hannah Arendt, visto que, segundo essa pensadora as pessoas têm perdido a capacidade de diferenciar o certo do errado em virtude de um processo de massificação social.

Convém, portanto, ressaltar que a violencia policial contra negros deve ser superada. Logo é necessario que o Estado promova a conscientização dos indivíduos, priorizando palestras educativas, com o objetivo de acabar com essas agressões. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, por meio de campanhas midiáticas, sobre a importância da mobilização coletiva em prol de aplicação das leis vigentes, a fim de obter uma postura mais ativa frente a esse impasse. Desse modo, seria possível assegurar o bem-estar de todos prescrito pelo contratualista Jean-Jacques Rousseau.