Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 12/09/2023
O filme “O milagre na cela 7” retrata a história de uma condenação injusta, de uma família de classe privilegiada, sobre um homem indefeso. Paralelamente, no Brasil, a injustiça sobre cidadãos menos favorecidos e sem defesa é muito presente, primordialmente com o cidadão negro. Isso porque, a polícia, que deveria garantir a segurança, ainda apresenta, em sua grande maioria, o racismo. Portanto, no lugar de segurança, gera violência.
Diante desse cenário, a criminalização do negro por parte da mídia dificulta a discernição do racismo. Diariamente, em noticiários, é notória a diferença de tratamento entre pessoas brancas e negras. O branco, quando presente no crime, é apresentado pelos jornalistas por sua função social. Em contrapartida, o negro é o único designado como “bandido”, “assaltante”, entre outros. Com isso, cria-se na sociedade uma falsa ilusão de que a população negra é a única responsável pela criminalidade, diminuindo a pressão social endenúncia em cima da violência policial com essa população.
Outro fator que agrava as agressões supracitadas é a falta de voz do povo diante de uma força maior. Esse fator pode ser exemplificado pela música “Cálice”, de Chico Buarque. O cantor, ao disfarçar a palavra “cale-se”, contextualiza a forte pressão do regime militar, o que impedia os civis de expressar a violência que estavam sofrendo. O mesmo ocorre, atualmente, com as vítimas do racismo, que devido ao preconceito, não conseguem fazer suas vozes alcançarem uma oportunidade de justiça.
A partir de tais circunstâncias, é necessário a tomada imediata de iniciativas do governo contra a violência racista. É preciso que o Ministério de Comunicações publique suas notícias com o tratamento igual entre negros e brancos, através de regras no fazer jornalístico, a fim de sucumbir a criminalização do negro. Também é necessário que o Ministério da Justiça crie uma escuta especializada para casos de violência policial, através das delegacias, para que assim seja possível a justiça e a defesa independente da classe e da cor.