Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 22/09/2023
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade em que todos possuem seus direitos assegurados de forma efetiva, além de relatar um cenário livre de problemas politicos e sociais. No entanto, a realidade é contrária ao que o autor prega, já que a violência policial contra negros no mundo, é uma celeuma persistente. Isso ocorre, ora pelo descaso governamental, ora pelo silenciamento.
Sob esse viés, é notório que a omissão governamental é um grave empecilho. Segundo o pensador Thomas Robbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto assegurar igualdade para todos independente de sua cor. É desgostoso que em pleno século XXI a discriminação seja tão presente e violenta no mundo todo, no qual o governo está cumprindo seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos, gerando falsa sensação de cidadania. Assim, para que esse bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da imobilidade em que se encontra.
Além disso, a falta de discussão é um grave impasse. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Contudo, há um silenciamento instaurado na ferocidade de policiais ligada ao racismo estrutural, no qual seu objetivo seria passar segurança e apoio, mas que até mesmo crianças sentem medo, uma vez que pouco se fala sobre a falta de consequências sobre os mesmos nas mídias de grande acesso, trantando essa pauta como algo supérfluo. Logo, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela como defende a filósofa.
Portanto, é imprescindível agir sobre esse contexto caótico. Para isso, o governo federal deve criar uma agenda específica para guardas de todo o mundo que infringem a ética e a moral ao violentar um ser humano por ser negro, por meio da organização de projetos e fundos em que tais policiais passem o resto de suas vidas na prisão, a fim de reverter o descaso governamenal. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir no silenciamento presente no problema. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More.