Violência urbana no Brasil
Enviada em 03/11/2025
De acordo com John Locke, filósofo britânico do século XVII, é dever do Estado garantir e expandir direitos a todos os cidadãos. No entanto, a violência urbana no Brasil, principalmente relacionadas aos jovens de baixa renda, apresenta-se como um grande desafio a ser enfrentado, não só causados pela desigualdade social, mas também pela falta de oportunidades para indivíduos de regiões periféricas. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para reduzir essa problemática.
Diante desse cenário, segundo pesquisa divulgada pelo portal de notícias G1 em 2025, o estado com menos desigualdade social do país é Santa Catarina, que, consequentemente, possui menores taxas de violência urbana em comparativo com outros estados. Essa constatação evidencia que um dos maiores causadores para a violência é a desigualdade, tendo em vista que, em contramão aos ideias do filósofo inglês, o Estado negligencia políticas públicas que proporcionem aos jovens sonharem com uma profissão digna, a fim de evitar que sejam atraídos pelo crime.
Em consonância, de acordo com reportagem noticiada pelo canal televisivo Globo News, apesar da recente diminuição do desemprego no Brasil, a maior parcela da população que se encontra nessa situação são jovens periféricos, uma vez que as oportunidades de trabalhos são concentradas nos grandes centros das cidades. Com isso, esse indivíduos são muitas vezes impossibilitados de sonhar em uma mudança de vida por falta de incentivos públicos para abertura de empresas em periferias, com a intenção de afastar essa taxa da população da criminalidade.
Dessa forma, a fim de seguir os ideias de John Locke e, consequentemente, reduzir a violência urbana no país, o Poder Executivo Federal, aliado aos governos estaduais, deve criar programas sociais que proporcionem incentivos fiscais a empresas que optarem por proporcionar oportunidades de trabalhos em regiões periféricas e marginalizadas para jovens de baixa renda, por meio de projeto de lei que seja aprovado pelo Congresso e Senado Federal. Desse modo, a redução da violência urbana seria evidente pela diminuição da desigualdade social e a possibilidade dessa parcela da população ter conquistas financeiras sem ter que recorrer à criminalidade.