Violência urbana no Brasil
Enviada em 12/08/2019
Na Roma Antiga, a violência era apresentada como um espetáculo, em que gladiadores lutavam no Coliseu a fim de entreter a população. Hodiernamente, em vez de uma diversão, a violência urbana é, no Brasil, um problema que precisa ser combatido. Essa anomia social tem suas principais causas na herança socio-histórica do país e na negligência das autoridades públicas.
Com o fim da escravidão, em 1888, os ex-escravos começaram a ocupar as periferias das cidades, dando início às primeiras favelas. Tais áreas cresceram e a população dessas regiões continuou e ser tratada com indiferença pelas elites. Assim, os marginalizados passaram a ver, também, esses indivíduos como coisas, não sentindo pudor ao roubar ou assassinar. Esse cenário é refletido na alta taxa de homicídios das cidades brasileiras, que, segundo o site O Globo, supera em 30 vezes a da Europa.
Não obstante, a incapacidade do poder público em reintegrar os criminosos contribui para a perpetuação da violência. O sistema penitenciário brasileiro, com celas precárias e lotadas, provoca ainda mais revolta e indisciplina nos detentos. Assim, ao fim do cumprimento da pena, muitos voltam ao crime por não receberem capacitação adequada para ingressar no mercado de trabalho.
Destarte, é necessário que os estados, por meio das secretarias de educação, invistam em estratégias de prevenção da evasão escolar e assistência psicológica nas escolas, a fim de combater a entrada precoce de jovens e crianças no crime. Outrossim, o departamento penitenciário nacional, em parceria com o SEBRAE, deve implantar cursos técnicos nos presídios, a fim de habilitar os detentos ao trabalho formal. Desse modo, espera-se contribuir para a redução da violência urbana no Brasil.