Violência urbana no Brasil
Enviada em 05/08/2019
A partir da Revolução Verde brasileira, o cenário urbano veio a ter o segundo êxodo rural, porém as cidades já tinham a quantidade de pessoas suficiente para sua demanda. Nesse viés, o segundo êxodo rural levou a lotação das cidades. Dessa forma, o cenário da violência urbana no Brasil vem aumentando, devido à lotação das cidades que gerou o aumento de violência.
Primeiramente, durante o segundo êxodo rural de 1960, as cidades brasileiras do sudeste tiveram a chegada de uma grande quantidade de pessoas, na qual a cidade não estava preparada. Adicionalmente, as super populações foram sendo criadas e a demanda do mercado em mão de obra já estava suficiente. Dessa perspectiva, os desempregados não conseguiam sustentar a si mesmos e a suas famílias. Dessa maneira, o Estado, sem auxiliar e fornecer os alimentos básicos para os desempregos, a violência urbana aumentou, como mostram dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) , em que a taxa de homicídios se manteve estável entre 1920 e 1960, e se tornou epidêmica durante o decorrer da década de 60.
Segundamente, com a omissão do Estado para lidar com o aumento da violência, as cidades foram ficando perigosas , como noticiado pela BBC News Brasil, em que 17 cidades brasileiras estão entre as 50 mais perigosas do mundo. Ademais, a violência urbana ajudou a propagar o preconceito e o racismo, como mostra o Atlas da Violência de 2018, no qual constava que 71,5% das pessoas mortas são negras ou pardas. Desse modo, o assunto da violência é estatizado, mas devido a falha do Estado em reprimir o crime e auxiliar as pessoas a problemática persiste em continuar.
Em síntese , fica claro que a lotação das cidades impulsionou a violência nas cidades, tendo influência direta do Estado. Portanto, faz-se necessário que os três poderes regulamentem uma lei visando a liberação de verba de um salário mínimo para os desempregados, além de implementar no programa de serviços sociais, o auxílio sobre o mercado de trabalho, visando ajudar a empregar mais rápido as pessoas. Seguidamente, é destinado ao Ministério da Cultura, promover eventos e palestras em centros culturais ou praças populares, conscientizando as pessoas sobre o dever da repressão ao preconceito e o racismo. Nesse sentido, levando a uma sociedade mais harmônica e prospera.