Violência urbana no Brasil

Enviada em 10/08/2019

Em meados do século XX, com o acelerado processo de êxodo rural que acontecia no Brasil, as cidades absorveram um elevado número de pessoas, porém a infraestrutura delas não acompanhou essas demandas. Por conseguinte, nos dias atuais, se observa que a violência urbana no país tem crescido excessivamente, de modo que andar pelas ruas tornou-se um desafio com perigos para os cidadãos. Nesse sentido, convém analisar tal quadro intrinsecamente ligado a aspectos educacionais e sociais.

Primordialmente, vale ressaltar que a igualdade no acesso à educação de qualidade é um elemento agravador do problema. De acordo com Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. No entanto, esse conceito está adulterado no Brasil, à medida que os investimentos na educação nem sempre estiveram entre as principais prioridades dos governantes. Desse modo, os resultados dessa negligência têm levado muitos jovens a andar por caminhos tortuosos e, muitas das vezes, sem retornos. Assim, uma mudança na forma de pensar do corpo político se faz necessária para que as barreiras à formação educacional de jovens sejam rompidas.

Outrossim, destaca-se, também, que os problemas sociais como: desemprego, desprovimentos de serviços públicos assistenciais, além da ineficiência da segurança do Estado são determinantes para a marginalidade e, consequentemente, para a criminalidade acompanhada pela violência. Segundo o Atlas da Violência, 32.801 mortes violentas em 2017 ocorreram em cidades médias e pequenas, isso mostra que esses imbróglios que eram mais comuns em cidades grandes, migraram também para municípios medianos. Dessa maneira, urge a extrema carência de alterações nas políticas sociais para que o acesso a bens e serviços vitais fiquem acessíveis para todos.

Diante dos fatos supracitados, é notório que providências devem ser tomadas para corrigir as deficiências sociais e econômicas apresentadas. Portanto, cabe ao Governo Federal por meio do Ministério da Educação, Justiça e Segurança Pública, criar o programa nacional de combate à violência, o qual promovam palestras nas escolas e comunidades a respeito da temática, ao mesmo tempo, expor alternativas para fugir delas. Ademais, oferecer ofertas de empregos, saneamentos básicos e programas voltados aos esportes. Espera-se, com isso, diminuir a violência urbana e assegurar mais igualdades à nação.