Violência urbana no Brasil
Enviada em 17/08/2019
A violência é definida como a relação social em que o diálogo desaparece devido à negação do outro, sem espaço para argumentos ou negociações, isto é, utiliza da “força” como meio de atingir alguém, outro ou a si mesmo, o que pode acarretar em defasagens físicas ou psicológicas. Historicamente, o Brasil passou por inúmeros situações agressivas em sua formação, como o genocídio indígena, o qual o país até hoje se destaca dentro da América Latina, a escravidão feroz advinda de Portugal e abolida somente em 1888, com graves reflexos, entre outras. Atualmente, a violência urbana se mantém elevada e brutal, como retrato desse passado hostil, o que possibilita sua prejudicial naturalização.
Certamente, os fundamentos da violência são baseados, em sua maioria, pela desigualdade social e preconceitos históricos, visto que aqueles com menor poder aquisitivo, geralmente, acabam por recorrer à criminalidade para se sustentarem, o que envolve massivamente violência. Alem disso, as subjugação das mulheres, por exemplo, esteve enraizada na sociedade desde a origem do país. Ainda que o movimento feminista tenha garantido muitos avanços pela história, o que proporcionou maior participação ativa dentro da comunidade social, existem resquícios dessa cultura patriarcalista. Dessa forma, fomentam-se atitudes agressivas como o feminicídio, homicídio motivado por discriminação de gênero, ou por violência doméstica, ou seja, crime cometido contra mulheres por serem mulheres.
De acordo com o Atlas da Violência 2018, mais de 50 mil pessoas foram assassinadas, vítimas de crimes violentos, em um país cujo início marcou-se por preconceitos injuriosos e agressivos, reiterados ainda nos dias atuais. No entanto, não é apenas o passado que influência a sociedade e a modela, mas também a tecnologia, a qual dissemina qualquer informação rapidamente e possibilita anonimidade. Assim, noções de violência podem ser muito observadas em jogos com o único intuito de matar, filmes de heróis que salvam o mundo através da luta, frases de ódio compartilhadas com frequência, ou seja, pessoas se revelam com pensamentos preconceituosos e violentos e encontram outros que concordam
Em síntese, a violência precisa tornar-se uma necessidade de última instância, as leis de respeito ao próximo, tolerância e não preconceito devem ser cumpridas, conceitos ensinados nas escolas como meio de convivência para com o outro, para ensinar as crianças a igualdade entre todos. Ademais, a política deve ser preparada para combater e prender aqueles que rompem com as leis de violência, tanto física quanto psicológica, ou ainda digital, com a capacidade de abrigar criminosos e ensiná-los o correto, para que possam reiterar sua participação na sociedade. Bem como campanhas do governo federal, as quais devem ser lançadas de modo a influenciar os jovens a consumirem produtos menos violentos, e ofertar subsídios aos produtores dessas áreas para controlarem a agressividade pontuada.