Violência urbana no Brasil

Enviada em 15/08/2019

Em meados do século XX, com o acelerado processo de êxodo rural que acontecia no Brasil, as cidades absorveram um elevado número de pessoas, porém a infraestrutura delas não acompanhou essas demandas. Por conseguinte, nos dias atuais, observa-se que a violência urbana no país tem crescido, excessivamente, de modo que andar pelas ruas tornou-se um desafio com perigos para os cidadãos. Nesse sentido, convém analisar tal quadro, intrinsecamente, ligado à educação e a aspectos sociais.

Primordialmente, vale ressaltar que a igualdade no acesso à educação de qualidade é um elemento agravador do problema. De acordo com Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. No entanto, esse conceito está adulterado no Brasil, à medida que os investimentos na educação nem sempre estiveram entre as principais prioridades dos governantes. Desse modo, os resultados dessa negligência têm levado muitos jovens a andar por caminhos tortuosos e, muitas das vezes, sem retornos. Assim, uma mudança na forma de pensar do corpo político se faz necessária para que as barreiras à formação educacional de jovens sejam rompidas.

Outrossim, destaca-se, também, que os problemas sociais como: desemprego, desprovimentos de serviços públicos assistenciais, além da ineficiência da segurança do Estado, são determinantes para a marginalidade e, consequentemente, para a criminalidade acompanhada pela violência. Segundo o Atlas da Violência, 32.801 mortes violentas, em 2017, ocorreram em cidades médias e pequenas, isso mostra que esses imbróglios, que eram mais comuns em cidades grandes, migraram também para municípios medianos. Dessa maneira, urge a extrema carência de alterações nas políticas sociais para que o acesso a bens e serviços vitais fiquem acessíveis para todos.

Diante dos fatos supracitados, é notório que providências devem ser tomadas para corrigir as deficiências sociais e econômicas apresentadas. Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, Justiça e Segurança Pública, criar o programa nacional de combate à violência, o qual promova palestras nas escolas e comunidades, com a participação de assistentes sociais e professores que exponham alternativas para os indivíduos mais suscetíveis ao problema. Ademais, oferecer ofertas de empregos, saneamentos básicos e programas voltados aos esportes. Espera-se, com isso, diminuir a violência urbana e assegurar mais igualdades à nação.