Violência urbana no Brasil
Enviada em 15/08/2019
A lei da inercia, formulada por Newton, diz que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele e mude seu percurso. Analogamente, o problema da violência urbana no brasil, com a ausência dessa força suficiente, persiste desde os primórdios. Nota-se, também, que o racismo e a desigualdade social são os pilares dessa problemática.
Em primeira instância, não se pode ignorar que a população negra é o principal alvo dessa violência. A escravidão, abolida pela Princesa Isabel em 1888, ajudou a erguer uma sociedade extremamente racista e segregacionista. Por conseguinte, é frequente o número de ações violentas, advindas até mesmo do Estado, contra essa população.
Ademais, deve-se destacar que a população de baixa renda é outro grande alvo. Karl Marx defendia que a mesma hierarquização social que beneficia os ricos, põe os pobres em situações precárias e violentas. Dessa forma, as periferias brasileiras, abandonadas pelo poder público, concentram os maiores índices de violência urbana. Sob essa análise, cria-se um perfil da vítima, a qual tem pele escura e falta de dinheiro.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realize a mudança no percurso. Logo, o Poder Executivo deve reformular as Forças Policiais Brasileiras, criando um sistema que prepare melhor o policial, a fim de oferecer uma proteção ampla e justa à população. Esses policiais, agora com o racismo estrutural desconstruído, se concentrariam principalmente nas zonas mais violentas do país. Só assim, essas medidas funcionarão como a força definida por Newton e mudarão o percurso da violência urbana, visando a constante diminuição dela.