Violência urbana no Brasil
Enviada em 16/08/2019
Na bandeira nacional, símbolo do Estado republicano, a frase “Ordem e Progresso” foi inserida como lema de um novo governo que buscaria fomentar um desenvolvimento harmônico político, econômico e socialmente. Contudo, vê-se nesta república centenária o desvio destes ideais virtuosos, pois os índices elevados de violência denunciam o desleixo tanto ao direito de liberdade, inerente ao ser humano, quanto ao papel fundamental do Governo.
Impende salientar, a priori, que o caráter corriqueiro desse entrave corrobora na pressão sobre o indivíduo acerca do seu modo de pensar e agir. Nessa compreensão, o mal disseminado se torna banal e, como afirma a pensadora alemã Hannah Arendt, gera na coletividade o regresso à lei de Talião da antiga Grécia, isto é, a ideologia “olho por olho, dente por dente”. Em consequência, políticas preocupantes como o armamento civil são vistas não só como solução, mas apoiadas pelos cidadãos consideravelmente.
Outrossim, os números alarmantes elucidam também a agressão da União em seus deveres primordiais, de forma a terceirizá-los aos civis. Nesse âmbito, o filósofo Thomas Hobbes igualmente defende que os gestores devem conceder seguridade ao seu povo, de maneira a barrar o caos social. Como resultado dessa desobediência, o contingente de homicídios, por exemplo, atinge 175 vítimas por dia, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública em análise ao ano de 2017.
Em síntese, devem ser aplicadas sanções para intervir no entrave exposto. Sob tal conclusão, urge que o Ministério da Segurança Pública incorpore rigidez e intensidade ao Poder de Polícia. A aplicação se daria mediante aumento das rondas policiais, bem como acompanhamento das potenciais vítimas, como mulheres e crianças, por meio de palestras e visitas domésticas. Tal medida, a fim de gerar conforto geral, aplicar-se-ia sem invocar a defesa através das próprias mãos do indivíduo. Assim, o País bordará seu lema não apenas em bandeiras, mas em suas ações.