Violência urbana no Brasil
Enviada em 20/08/2019
De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mais de 60 mil assassinatos foram registrados no Brasil em 2016. A partir desse dado, constata-se a expressividade da violência urbana no país, que é motivada por fatores como a negligência escolar em debater essa problemática e fraca legislação punitiva.
A priori, ao afirmar que as instituições de ensino não devem afastar-se dos aspectos sociais dos alunos, Lev Vygotsky evidencia as escolas como ferramentas modeladoras do caráter de um indivíduo. Contudo, nota-se que grande parte dos colégios segue um caminho contrário ao proposto pelo psicólogo, visto que, por terem seu foco voltado para conteúdos cobrados em vestibulares, ignoram a abordagem de eixos temáticos relevantes, como a questão da violência nas cidades e seus agentes propulsores. Com isso, formam-se jovens ignorantes à esse impasse e mais suscetíveis a adentrarem o meio criminoso.
Outrossim, a Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, corrobora a segurança pública como dever do Estado e direito da população. Entretanto, esse preceito não é posto plenamente em prática, uma vez que, em decorrência da fraca legislação punitiva, inúmeros cidadãos sentem-se aptos à prática de atos que opõem-se à legalidade, como furtos e homicídios. Desse modo, o índice de violência urbana mantém-se elevado e com perspectiva de crescimento.
Torna-se evidente, portanto, que medidas que objetivem contornar esse transtornos são necessárias. É primordial a criação de oficinas comunitárias em praças públicas, pelas prefeituras, que visem à elucidação das massas sobre o dilema da violência urbana e seus fomentadores, por meio de palestras redigidas por sociólogos que orientarão os indivíduos a forma correta de se proceder perante a essa problemática. A partir dessa ação, aguarda-se um ambiente citadino seguro de se viver.