Violência urbana no Brasil
Enviada em 27/08/2019
Segundo o filósofo Rousseau, o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Nesse contexto, morar em um país violento faz com que os direitos humanos básicos sejam violados, pois, ao buscar por melhores condições de sobrevivência, muitos indivíduos sem oportunidades de obter boa formação encontram proteção no crime, refletindo assim, a desigualdade social estimulando a criminalidade, posteriormente, a violência. Não obstante, a urbanização desorganizada decorrente do inchaço urbano nas grandes metrópoles são fatores que influenciam surgimento de zonas periféricas seguido da falta de intervenção do Estado para disponibilizar recursos básicos aos cidadãos culminando à violência.
A princípio, a pobreza e a desigualdade social habitualmente são fatores que estimulam a criminalidade seguida da violência. Diante disso, é evidente que a violência presente no cenário hodierno é fruto de negligências históricas, principalmente quando se trata dos negros e dos pobres, visto que são marcados com esteriótipos capaz de inferiorizá-los, tirando a capacidade de participação ativa na sociedade. Consequentemente, encontram oportunidades no crime para conseguirem obter melhores condições de vida. Outra problemática, é a questão de como a mídia está influenciando padrões que nem todos tem condições para segui-los, somado a isso, o crescente números de assaltos resultando em violência toma conta do cenário brasileiro.
Por conseguinte, é indiscutível que após o Êxodo Rural houve o crescimento acelerado das cidades brasileiras, que em muitos casos não tinham uma infraestrutura capaz de atender a tamanha movimentação de pessoas, efeito disso, o surgimento de zonas periféricas que englobam pessoas com menores condições financeiras. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deveria propor um Contrato Social com o objetivo de vetar o convívio caótico entre os cidadãos em seu estado de natureza. Dessa forma, é inquestionável a dependência do Estado quanto à saúde, educação e, principalmente, segurança. Porém, com a falta de investimentos, pessoas criam formas secundárias de poder, sendo capaz de manifestar a ordem através da violência.
Logo, percebe-se que a desigualdade social somada a invisibilidade do Estado nas questões sociais estão resultando em uma desenfreada violência. Para que esse cenário caótico seja revertido, é necessário que o Ministério da Educação disponibilize projetos e invista em atividades extracurriculares que sejam capazes de integrar os jovens para que haja uma diminuição da violência, pois uma educação de qualidade está altamente associada a conduta individual. Para mais, o Estado deve estar atento aos direitos dos indivíduos, e assim, será possível obter uma ordem social.