Violência urbana no Brasil

Enviada em 26/08/2019

Em 2016, o Brasil já contava com um maior numero de homicídios do que 154 países, predominantemente do hemisfério norte, somados - segundo o atlas da violência. Esse alarmante número expressa a incapacidade do Estado Brasileiro de administrar os problemas fundamentais que os originam. Dividindo, assim, o país, tal como em uma guerra civíl, e colocando seu povo em uma situação de fragilidade e periculosidade.

São constantes as operações policiais contra o crime organizado que inevitavelmente terminam com corpos dos agentes da lei, bandidos e moradores locais. Estes últimos, por falta de oportunidades e recursos, bem como por culpa da especulação imobiliária, habitam zonas periféricas dominadas pelo crime onde tiroteios desenfreados tomam lugar e dessa situação se tornam reféns. Com isso e com o amparo financeiro/assistêncial oriundo do crime, são muitas as vezes que temos nossa população lamentávelmente apoiando e legitimimando o estado paralelo que lá se forma, segregando assim classes e ampliando os lados da guerra.

Dessa forma, estamos isentando da vida de muitas pessoas que lá nascem o direito de conhecer uma sociedade democrática e igualitária, onde o respeito à vida, às leis e a prosperidade, pautada nesses princípios, se fazem ausentes. Tal fator, aliado à negligência obrigatória de mães trabalhadores, pais ausentes, forte presneça de facções que provêem exemplos, oportunidades e assistência social quando o Estado brasileiro “fecha os olhos”, retroalimenta o ciclo vicioso da violência urbana que aumenta de forma exponêncial nossas sangrentas estatísticas.

Em virtudes do apresentado, percebe-se que nosso país já se omitiu demasiadamente, e que os estragos dessa omissão podem ser percebidos na destruição da qualidade de vida de todos os envolvidos. Cabe ao Poder Legislativo a elaboração imediata de projetos de lei que visem a reinserção na sociedade de condenados para que estes não reincidam no crime. A assistência social nas periferias com projetos de arte, esporte, culinária, cursos profissionalizantes, visitas a museus, para crianças e adolescetes afim de não serem aliciadas pelo crime e de perceberem o mundo que existe fora da violência. Quebrando o ciclo, temos uma sociedade mais unida, segura, integrada e com estatísticas cada vez mais positivas.