Violência urbana no Brasil

Enviada em 27/08/2019

A reforma urbana em 1903 no Rio de Janeiro foi marcada pelo descaso do Governo ao retirar moradores dos cortiços da cidade e pelo início da favelização carioca. Tais fato, resultam hoje, em complexos carentes e extremamente violentos dominados pelo crime. Nesse sentido, o cenário urbano brasileiro e as vidas ali inseridas precisam deixar de ser negligenciado pelas autoridades.

Em primeiro plano, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), publicou o Atlas da violência 2018. Essa pesquisa atestou 60 mil mortes violentas durante um ano. Simultaneamente, o IBGE estimou em 13 milhões o número de brasileiros desempregados até fevereiro de 2019. Dessa forma, percebe-se que a violência tende a acrescer em situações de vulnerabilidade social, em que o meio e as oportunidades oferecidas são fatores determinantes para as atitudes a serem tomadas.

Paralelamente a isso, o Atlas chamou a atenção para o alarmante número de jovens entre 15 e 19 anos assassinados. Tal realidade é vista na série Sintonia, a qual mostra o cotidiano de 3 jovens moradores de uma favela em São Paulo que lidam com o crime no dia a dia e lutam para não entrarem nos cálculos estatísticos. Diante disso, as chances desses jovens sucumbirem à criminalidade é crescente, à medida que não recebem outras ofertas.

Portanto, fica evidente que a violência urbana tem origem no descaso do Estado e só será combatida se a cidade obtiver apoio social. Para isso, o Governo deve aproximar a população de centros de ensino público, tanto inaugurando polos próximos a áreas carentes, quanto auxiliando estudantes com bolsas que supram necessidades as quais seriam barreiras para o estudo, a fim de distanciar jovens do crime e preparar os cidadãos para o mercado de trabalho. Assim, o brasil sofrerá uma reforma urbana social que culminará em menos violência.