Violência urbana no Brasil
Enviada em 28/08/2019
A Constituição Federal de 1988 - documento de maior importância no sistema jurídico brasileiro - assegura a todos o direito à vida. Entretanto, os dados apresentados pelo Atlas da Violência de 2018 vêm a complementar e atualizar o cenário de desigualdade racial em termos de violência urbana e letal no Brasil. Um exemplo de violência é em relação à cor da pele, que atinge um índice de homicídio para negros 2,7 vezes que de um jovem branco.
Diante disso, em relação à violência contra negros, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública analisou 6.895 boletins de ocorrência decorrentes de intervenções policiais entre 2015 e 2016. Nesse registro, 76,2% da vítimas são negros. Portanto, há um índice elevado de criminalidade contra negros, que, muitas vezes, derivam de um preconceito racial do “branco” que se acha superior pela ideologia que influenciou o mundo desde o imperialismo europeu.
Devido a esse preconceito, o número de homicídios aumentou nos últimos anos. Conforme o site “agenciabrasil.ebc” o índice de homicídios cresceu em 4,2% de 2016 para 2017, além disso, três a cada quatro negros foram vítimas desse tipo de violência. Dessa forma, é possível identificar que os negros são os mais afetados por essa violência.
A partir do discutido, infere-se que, para reduzir a violência, principalmente contra negros, é necessário que o Ministério de Segurança de Educação invista em programas e palestras para mobilizar a população sobre os males da violência e no que ela pode afetar, no intuito de diminuir gradativamente o preconceito relacionado à violência.