Violência urbana no Brasil
Enviada em 28/08/2019
É possível observar variações nas taxas de homicídios entre as Unidades Federativas do país no decorrer dos anos, sendo que a situação se mostra mais grave nos estados do nordeste e norte do Brasil. Observa-se também uma desigualdade de mortes violentas por questões raciais, sendo que a taxa de homicídios de indivíduos não negros caiu 6,4%, enquanto a da população negra aumentou 23,1%.
Com isso em mente, foi registrado que entre 1980 e 2016, cerca de 910 mil pessoas foram mortas por perfuração de armas de fogo no Brasil. O controle dessas é uma medida central para garantir um país com menos violência, e dessa forma, conclui-se que não é coincidência que os estados que apresentaram um maior crescimento da violência são também aqueles em que houve um aumento do número de vítimas por armas de fogo.
Assim, é importante apontar que o aumento da violência envolve também questões socioeconômicas, sendo que fatores como a pobreza e desigualdade influenciam a criminalidade, e como consequência, a violência. Jovens que vivem em condições de carência em sua comunidade, podem muitas vezes, optar pelo tráfico numa tentativa de melhorar sua qualidade de vida. As consequências disso são vistas também a partir do dado que mostra que 56,5% dos óbitos por homicídios são de homens jovens entre 15 e 29 anos.
É possível concluir que um caminho para diminuir a violência no Brasil seria a implementação de políticas para a juventude, por parte de estados e municípios, que têm como foco estratégias de prevenção de evasão escolar e também na recuperação de jovens que abandonaram a escola. Investimentos em educação e redução de desigualdades é considerado um redutor da criminalidade.