Violência urbana no Brasil
Enviada em 02/09/2019
No filme “Cidade de Deus”, o personagem Otto presencia o assassinato do pai por uma gangue que assaltava o local. De fato, casos como o do Otto não se limitam a cenários fictícios. Nesse sentido a violência urbana é um tema pertinente ao contexto brasileiro. Fica notório que a desigualdade presente no país contribui para que esse problema aconteça e a ineficiência do Estado faz com que ele se perpetue.
A priori, o Brasil se comprometeu em realizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), no qual a décima meta é reduzir as desigualdades. Nessa lógica, é válido afirmar que frente à conjuntura internacional, o Estado precisa mudar esse panorama. Segundo dados levantados pela ONU, o Brasil é o 10º pais mais desigual do mundo e o 16º mais violento. Logo, se presume que o país desmonta despreparo em cumprir acordos internacionais e isso gera duras marcas à população.
Ademais, o Brasil é um país extremamente omisso em questão da violência e isso faz com que o problema se torne endêmico. Dentre esses efeitos, conforme mostrou um estudo feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país arquiva 80% dos casos de homicídio. Por certo, o poder judiciário brasileiro é ineficiente para resolver essa problemática e isso reflete no atual cenário de violência urbana, logo, há certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esses problemas e seus feitos.
Torna-se evidente, portanto, que casos como o do Otto não podem mais ser reflexo da sociedade brasileira. Assim, com o propósito de que garantir segurança aos residentes no país, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, por meio de verbas governamentais aumentar os investimentos em políticas públicas e serviços básicos como educação e saúde, a fim de garantir oportunidades para maior mobilidade social. Além disso, cabe aos tribunais especializados, por intermédio de ações investigativas da polícia, punir devidamente os criminosos. Enfim, a partir dessas ações, os cidadãos poderão gozar do direito à segurança.